quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Solenidade de todos os Santos e Santas





                                                    



A solenidade de todos os Santos e Santas e a comemoração de todos os fiéis Defuntos espontaneamente elevam nosso pensamento e nosso coração para lá onde, também nós, um dia, estaremos. Trazemos em nosso íntimo, no mais profundo do nosso ser, o desejo do céu, e de sermos felizes.
A liturgia de ambas as celebrações é um convite a fixarmos demoradamente nosso coração nas “coisas do alto”, onde se encontra a verdadeira felicidade (cf. Cl 3, 2). Deus é a Felicidade. A plenitude da felicidade acontece na contemplação de Deus face a face, na conquista da vida eterna: “Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17, 3).

Não basta sentir saudade de Deus, não basta ter saudade do céu. Não basta experimentar o desejo de ir para o céu. É preciso algo mais. Ao longo de nossa peregrinação de volta para a Casa do Pai, é necessário ter a coragem de usar bem a nossa liberdade. A liberdade deve ser uma conquista diária para o bem. A todo instante somos convidados a fazer o mal e solicitados a praticar o bem. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Novembro: chamados a sermos santos, conformando-nos a Cristo Senhor Rei do Universo

                       


Nesse mês a liturgia da Igreja  inicia suas celebrações com a festa de todos os santos. Esses se santificaram seguindo a Jesus Cristo, o Senhor e Rei do Universo e da História, dentro das suas condições humanas de sobrevivência. Cada santo, homem ou mulher, criança ou adulto, pobre ou rico, negro, branco ou de qualquer raça e etnia, se destacaram para a Igreja e para a sociedade através de um assumir sua condição humana, em meio a dificuldades e limitações que encontraram na sua coragem e determinação uma realidade concreta de superação e vitória sobre o pecado.Trata-se de uma determinação que favorece a pessoa humana de saltar do abstrato para o concreto, tornando Jesus Cristo seu caminho, verdade e vida, como o próprio mestre se declarou  para a humanidade no intuito de ser a direção a ser seguida para a salvação em todos os lugares, culturas e tempos, e é por isso que podemos entender que nos santificamos em Cristo, quando nos conformamos a Ele, e como tal assumimos nossa Cruz e o seguimos.Assim, Jesus Cristo, o Senhor da história se torna um caminho histórico para todos os nossos chamados `a santidade, de modo a podemos fazer Dele nossa marca existencial, como empenho-resposta de anteciparmos a realidade escatológica, de desejarmos antecipar o paraíso celeste, como nossa resposta de busca de santidade que pretende transformar a sociedade e o mundo como um todo, ou seja, construindo  um paraíso terrestre. Esta é a missão de santificar a existência, como um sinal de vida nova, aliás esta é a missão da ação Igreja agindo no mundo in persona Christi . No dia seguinte, a liturgia reserva aos defuntos a memória celebrada que visa mostrar não só o destino natural biológico de todo ser humano, mas sobretudo ressaltar que a morte foi vencida pela vida, ou seja, que a Ressurreição de Cristo abriu a todos as portas da ressurreição. Essa realidade teológica nos enche de esperanças para não só aliviarmos as dores das saudades daqueles que amamos e que já partiram de nosso convívio, como também nos incluirmos no convívio eterno com nosso Criador, que nos destina a eternidade como o lugar da realização da felicidade plena.Mesmo sendo um dia em que nossa sensibilidade, de um modo coletivo assimila uma tristeza por conta das nossas razões psicológicas em lidarmos com a separação e perda, a certeza da eternidade e da acolhia por Deus, transforma a celebração dos defuntos em celebração da esperança e da alegria ao nos reconfirmar que Cristo nos abriu com sua Ressurreição a possibilidade de também ressuscitarmos com Ele, recordando-nos que todos os viventes um dia, de acordo com o desejo do Criador, a Ele se juntarão.Enfim, o mês de novembro termina com a celebração da solenidade Daquele que coroa toda a vida da liturgia, o princípio e o fim da nossa razão de celebrarmos a glória de Deus: Jesus Cristo o Rei do Universo. Esta solenidade marca o fim de um ano litúrgico e ao mesmo tempo abre um novo ano para a liturgia, reconhecendo em Jesus Cristo a centralidade da vida litúrgica e da  história humana. E assim, marcamos com o início de um novo ano litúrgico a cristocentralidade do nosso celebrar, a partir das próprias colocações do mestre que nos afirma: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, o princípio e  fim de todas as coisas”. Novembro: chamados a sermos santos, conformando-nos a Cristo Senhor Rei do Universo.Nesse mês a liturgia da Igreja  inicia suas celebrações com a festa de todos os santos. Esses se santificaram seguindo a Jesus Cristo, o Senhor e Rei do Universo e da História, dentro das suas condições humanas de sobrevivência. Cada santo, homem ou mulher, criança ou adulto, pobre ou rico, negro, branco ou de qualquer raça e etnia, se destacaram para a Igreja e para a sociedade através de um assumir sua condição humana, em meio a dificuldades e limitações que encontraram na sua coragem e determinação uma realidade concreta de superação e vitória sobre o pecado.Trata-se de uma determinação que favorece a pessoa humana de saltar do abstrato para o concreto, tornando Jesus Cristo seu caminho, verdade e vida, como o próprio mestre se declarou  para a humanidade no intuito de ser a direção a ser seguida para a salvação em todos os lugares, culturas e tempos, e é por isso que podemos entender que nos santificamos em Cristo, quando nos conformamos a Ele, e como tal assumimos nossa Cruz e o seguimos.Assim, Jesus Cristo, o Senhor da história se torna um caminho histórico para todos os nossos chamados `a santidade, de modo a podemos fazer Dele nossa marca existencial, como empenho-resposta de anteciparmos a realidade escatológica, de desejarmos antecipar o paraíso celeste, como nossa resposta de busca de santidade que pretende transformar a sociedade e o mundo como um todo, ou seja, construindo  um paraíso terrestre. Esta é a missão de santificar a existência, como um sinal de vida nova, aliás esta é a missão da ação da Igreja agindo no mundo in persona Christi  Esta solenidade marca o fim de um ano litúrgico e ao mesmo tempo abre um novo ano para a liturgia, reconhecendo em Jesus Cristo a centralidade da vida litúrgica e da  história humana. E assim, marcamos com o início de um novo ano litúrgico a cristocentralidade do nosso celebrar, a partir das próprias colocações do mestre que nos afirma: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, o princípio e  fim de todas as coisas”. 


D. Robson Medeiros Alves OSB
Prior do Mosteiro de São João Gualberto

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Outubro - Mês Missionário

PDFImprimirE-mail
Uma vez, ao chegar próximo de uma árvore frutífera, avistei uma única fruta, bem no alto do pé. Fiquei planejando como poderia colher aquela fruta. Se tentar derrubar com pedras quebraria-a e a estragaria. Se derrubasse com uma vara comprida ela poderia ficar no interior da árvore, presa entre os espinhos. Se tentasse subir para apanhá-la, poderia então me machucar. Entendi que precisava planejar a melhor estratégia para poder usufruir do sabor da fruta sem danificá-la e também sem me machucar.
Escrevo isto para introduzir a reflexão sobre o mês de outubro, mês missionário. Muitas vezes a nossa vontade é de quando chega o mês missionário nos embrenhar na missão, justamente porque a primeira impressão é do que o mundo precisa. Mas o mundo é igual a uma árvore, ao mesmo tempo em que tem frutos, tem também espinhos. Se nos embrenharmos com muita pressa para chegar ao fruto vamos sem dúvida nos machucar e nem perto vamos chegar.
Este mês, deve ser um mês motivador para que assumamos o nosso papel de cristão missionário, seja na nossa família, comunidade e ou sociedade. Porém, este mês não deve ser somente de ação, deve ser também de reflexão. Pois, para sermos missionários não precisamos percorrer grandes distâncias. Ser missionário é fazer a difícil viagem de sair de si, e ir ao encontro do outro, do novo, do diferente como em busca da fruta saborosa. É preciso pensar, planejar, ver a maneira de agir sem que os frutos sejam estragados ou que sejamos machucados pelos espinhos. E isso exige de nós uma abertura pessoal e comunitária para responder aos desafios de ser missionário.
Assumir os desafios e o compromisso de ser missionário é ter a missão não somente de levar algo, mas também de descobrir. Não somente de dar, mas receber. Não somente conquistar, mas partilhar e buscar juntos sempre a verdade em Cristo através de nossos gestos, atitudes e atos. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.
Ser missionário é um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. “Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária”.
"Ao irem pelo mundo, não discutam, nem porfiem com palavras, nem façam juízo de outrem, mas sejam mansos, pacíficos, modestos, afáveis e humildes, tratando a todos honestamente, como convém” (S. Francisco).
Pe Jalmir - Missionário do Sagrado Coração em Cuiabá no Mato Grosso